A ginasta brasileira Rebeca Andrade é uma de oito filhos de uma mãe solteira, Rosa, que limpava casas para poder pagar as contas. Rebeca começou a praticar ginástica quando tinha somente 4 anos de idade, isto porque a tia trabalhava num ginásio.
Em 2015, sofreu a primeira lesão no ligamento cruzado e forçada a falhar os Mundiais. Voltou em 2016 e ajudou o Brasil a qualificar-se para os Jogos Olímpicos. Mas, em 2017, uma nova lesão no mesmo joelho forçou-a a abandonar os Mundiais de Montreal. Em 2019, durante o treino nos Nacionais brasileiros, o mesmo joelho cedeu pela terceira vez. Foi obrigada a uma terceira cirurgia, com reconstrução do ligamento através de um enxerto retirado do outro joelho. Esteve fora das competições até março de 2020.
As mensagens constantes de coragem da mãe Rosa, dos seus 7 irmãos e das colegas de equipa convenceram-na a continuar no desporto depois de ter considerado retirar-se após os Jogos de Tóquio. Em declarações confessou com emoção - "É a equipa que me faz voltar depois de cada lesão que tive. Estava a fazê-lo por elas e elas estavam a fazê-lo por mim."
Nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, Rebeca Andrade e a equipa brasileira ganharam o bronze na final por equipas — o primeiro da história do país. Ganhou ainda a medalha de prata no all-around individual, e ouro no solo — tornando-se a primeira campeã olímpica brasileira no solo de qualquer género. Ficou para a história o momento da cerimónia de entrega de medalhas no solo, quando Simone Biles e Jordan Chiles inclinaram-se em reverência a Rebeca assim que esta subiu ao pódio — um gesto que se tornou viral em todo o mundo.
Partiu de Paris como a atleta brasileira mais condecorada de todos os tempos, com seis medalhas olímpicas no total. Em declarações finais reconheceu - "Superei muitas coisas, e cada vez que superei algo difícil fiquei ainda mais determinada em voltar — e em querer vencer ainda mais."
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